O operador de máquinas Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, morador de São Bernardo do Campo, em São Paulo, ganhou destaque internacional ao participar da Maratona de Boston, nos Estados Unidos, com um gesto de solidariedade que chamou a atenção do público e da imprensa. Sua atuação no evento repercutiu não apenas por sua participação esportiva, mas principalmente pela atitude de empatia demonstrada durante a prova.
Na última segunda-feira, dia 20, Robson iniciou a maratona determinado a superar sua melhor marca pessoal na distância, estabelecendo como meta completar o percurso em menos de 2 horas e 40 minutos. Contudo, nos metros finais da corrida, ele presenciou uma situação que mudaria completamente seus planos iniciais.
A poucos metros da linha de chegada, Robson avistou o norte-americano Ajay Haridasse, de 21 anos, que enfrentava extrema exaustão física e tinha dificuldade para se manter em pé. O britânico Aaron Beggs, também participante da prova, já prestava auxílio ao jovem corredor naquele momento.
Diante da cena, Robson optou por interromper seu esforço para bater o recorde pessoal, decidindo unir-se a Aaron Beggs para amparar Ajay Haridasse até o término da maratona. Essa escolha fez com que ele abrisse mão da chance de alcançar seu melhor tempo, mas proporcionou uma demonstração de generosidade amplamente reconhecida.
“Foi um decisão de segundos. Quando entrei na avenida final da maratona, faltando alguns metros para conseguir o meu melhor tempo, vi, à distancia, o Ajay Haridasse em colapso. Eu sabia que não teria forças sozinho para ajudá-lo. No momento eu pensei: Deus, se alguém parar, eu também vou ajudá-lo. E Deus foi tão generoso conosco que o Aaron Beggs parou, e eu sabia que poderia ajudar, pois dois são mais fortes do que apenas um. Grato a Deus pela força que nos deu naquele momento, e pelo Haridasse não ter desistido. Meu amigo você foi muito forte. Parabéns pela prova. Este é o espírito de Boston”, afirmou o brasileiro em uma postagem na internet.
Ao final da prova, Robson completou a maratona em 2 horas e 44 minutos, tempo acima do objetivo inicial, devido à escolha de auxiliar o corredor norte-americano. Apesar de não conquistar a marca pessoal desejada, ele se tornou exemplo de solidariedade, sendo repercutido em diversos veículos de imprensa ao redor do mundo como símbolo de que o esporte também pode ser espaço para atitudes de empatia e apoio mútuo.