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SUS adota transplante de membrana amniótica para tratar diabetes e lesões oculares

Nova técnica promete beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano no tratamento do diabetes e de feridas crônicas.

16/04/2026 às 21:41
Por: Redação

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o arsenal de tratamentos ao incorporar o transplante da membrana amniótica para pessoas com diabetes e alterações oculares. A medida foi aprovada pelo Ministério da Saúde após análise favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

A partir dessa decisão, a nova tecnologia passa a ser indicada para intervenções em feridas crônicas, tratamento do pé diabético e também em alterações oculares. Segundo expectativa divulgada pelo Ministério da Saúde, mais de 860 mil pacientes poderão ser contemplados anualmente com essa inovação terapêutica.

 

Tecido auxilia na cicatrização e reduz complicações

 

A membrana amniótica, empregada em medicina regenerativa, consiste em um tecido obtido no momento do parto. Este material apresenta propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, com potencial para diminuir complicações durante o tratamento de diferentes enfermidades.

 

No contexto do pé diabético, por exemplo, a utilização desse transplante proporciona uma cicatrização de feridas até duas vezes mais rápida em comparação com curativos convencionais. Já existe uso desse recurso na rede pública para tratamento de queimaduras extensas desde o ano de 2025.

 

Em situações que envolvem alterações em estruturas oculares, incluindo pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido da membrana amniótica contribui para a recuperação de feridas. Além de colaborar com a reparação, pode oferecer alívio da dor e otimizar o processo de recomposição da superfície dos olhos.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

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