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Brasileiras são vítimas fatais em ataque no sul do Líbano

Ataques de Israel em Bint Jeil matam mãe e filha brasileiras; governo pede respeito ao cessar-fogo da ONU

28/04/2026 às 03:38
Por: Redação

Uma mulher brasileira e sua filha de 11 anos morreram após bombardeios realizados pelas forças armadas de Israel na cidade de Bint Jeil, localizada no sul do Líbano, enquanto estavam em sua residência no domingo, dia 26.

 

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, confirmou a informação na noite da segunda-feira, dia 27.

 

Segundo comunicado do governo brasileiro, o pai da criança, de nacionalidade libanesa, também perdeu a vida na mesma ocasião devido aos ataques. Outro filho do casal, que também possui cidadania brasileira, foi socorrido e encaminhado para o hospital.

 

Em nota oficial, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Beirute encontra-se em contato direto com os familiares das vítimas para oferecer apoio consular, incluindo acompanhamento ao filho ferido que permanece hospitalizado.

 

Resposta do governo brasileiro frente aos ataques

 

A chancelaria brasileira afirmou, por meio de comunicado, que o episódio representa mais uma das "reiteradas e inaceitáveis" transgressões ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril.

 

O documento do governo brasileiro ressaltou que tais violações já provocaram a morte de dezenas de civis libaneses, entre os quais estão mulheres, crianças, uma jornalista e dois cidadãos franceses que integravam a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

 

O governo do Brasil manifestou pesar aos familiares das pessoas atingidas e reiterou sua "veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah".

 

Além disso, a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores condenou as demolições de residências e de outras instalações civis na região sul do Líbano, ação atribuída às forças israelenses.

 

O Brasil reforçou o pedido para que seja respeitada a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a qual definiu, desde 2006, as condições do cessar-fogo naquela área, bem como a retirada total das tropas israelenses do território libanês.

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