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MP do Rio denuncia Marcinho VP, esposa e filho Oruam por lavagem de dinheiro

Marcinho VP, mesmo preso há mais de 20 anos, é acusado de chefiar esquema envolvendo a esposa, o filho Oruam e outros nove.

02/05/2026 às 15:43
Por: Redação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia à Justiça contra Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, seu filho Mauro Nepomuceno, chamado de Oruam, além de mais nove pessoas.

 

Todos os denunciados deverão responder judicialmente pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nesta semana, a Polícia Civil executou mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em desfavor dos envolvidos. As ações policiais abarcaram todos os citados na denúncia, conforme detalhado pelo órgão ministerial.

 

A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada do MPRJ destacou, em sua argumentação, a participação de cada núcleo dentro do grupo criminoso, principalmente no que se refere à ocultação de patrimônio adquirido a partir do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro. Também foi ressaltado pelo Ministério Público que Marcinho VP, mesmo preso há mais de duas décadas, continua a exercer função hierárquica de comando dentro da facção Comando Vermelho, ditando direcionamentos e decisões estratégicas a partir do presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

 

Segundo a denúncia, a responsável direta pela administração financeira da organização é Marcia Nepomuceno. As investigações apontam que Marcia recebia, de maneira habitual, valores em espécie enviados por outros integrantes do Comando Vermelho. Para esconder a origem ilícita desses recursos, ela adquiriu propriedades, estabelecimentos comerciais e fazendas, além de gerir os bens adquiridos com tais valores.

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro também especificou que Oruam era um dos principais beneficiários dessas atividades ilícitas. O órgão detalhou que ele recebia recursos provenientes de ações criminosas e fazia uso de sua carreira artística como estratégia para mascarar a verdadeira procedência do dinheiro obtido com o tráfico e outras práticas do grupo.

 

Estrutura da organização segundo o Ministério Público

A denúncia formalizada pelo MPRJ delineou a divisão do grupo em quatro núcleos distintos:

 

O primeiro núcleo corresponde à liderança encarcerada, representada por Marcinho VP, o qual, a partir da prisão, mantém controle sobre a movimentação dos recursos financeiros e sobre as principais decisões estratégicas da facção.

 

O núcleo familiar, composto por Marcia Nepomuceno e Oruam, é encarregado de executar os comandos da liderança, além de ser responsável pela administração dos ativos do grupo e pela intermediação das ordens emanadas por Marcinho VP.

 

No núcleo de suporte operacional, estão os integrantes que colaboram diretamente com as operações de lavagem de dinheiro, dedicando-se a dificultar a identificação do crescimento patrimonial dos envolvidos.

 

Por fim, o núcleo de liderança operacional é responsável por executar as atividades criminosas nas comunidades, especialmente o tráfico de drogas. Esse núcleo também gerencia os recursos provenientes dessas ações, realizando a distribuição de parte dos valores ao núcleo familiar.

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